Sistemas integrados em uma única placa entraram em moda com o sucesso inesperado do Raspberry Pi. Atualmente, não faltam computadores que seguem essa filosofia de design minimalista e encontrar uma CPU dual core com HDMI e Wi-Fi em um pacote que lembra um pen drive já não é surpreendente. Mas boa parte dessas placas, incluindo o Raspberry Pi, provém de fabricantes pequenos que têm grandes dificuldades para superar os desafios de logística e de suporte que a distribuição de qualquer produto propõe. Nos lugares em que a framboesa não cresce, alternativas de empresas maiores como a VIA são uma opção um pouco mais confiável, embora também sejam mais caras.

A primeira investida da VIA nesse mercado foi uma placa que rodava o Gingerbread (Android 2.3), a 8750. Agora, duas novas placas projetadas para o Android 4.0 farão companhia a essa máquina, a Rock e a Paper. Ambas são um upgrade de hardware considerável em comparação à 8750: um núcleo de CPU Cortex A9 de frequência 800 MHz e uma placa de vídeo não especificada que suporta resoluções de até 1080p, ambos acompanhados de 512 MB de RAM e 4 GB de NAND. Considerando que o Raspberry Pi, utilizando um modesto processador ARMv6, já se mostrou capaz de reproduzir arquivos MKV em alta resolução com uma distribuição do XBMC, não seria um exagero esperar que as novas placas da VIA também sirvam como bons media centers.

Quanto às conexões, os PCS oferecem USB 2.0, MicroUSB On-The-Go, HDMI, P2, Fast Ethernet, slot de microSD, uma JTAG de 20 pinos para debug e busses de expansão GPIO, SPI e I2C. A diferença está na VGA, que aparece na Rock, mas está ausente na Paper. Em compensação, a Paper vem protegida por um gabinete feito de papelão reciclado que a deixa muito parecida com um livro de capa dura. Ambas seguem o padrão Neo-ITX. A Rock sai por 79 dólares e a Paper por 99 dólares, consideravelmente mais caro que o Raspberry Pi, mas o hardware também é consideravelmente mais avançado.

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