Imagem ilustrativa - cadeadoAutoridades da União Europeia (UE) estão preocupadas com as alterações que o Google pretende implementar em suas políticas de privacidade a partir de março de 2012. Por conta disso, a Article 29 Working Party (Grupo de Trabalho do Artigo 29), organização independente formada por membros de países da UE para lidar com proteção de dados e privacidade, solicitou à empresa o adiamento da implementação das novas medidas.

O pedido foi feito via carta direcionada a Larry Page, um dos fundadores do Google e atual CEO da companhia. O presidente do grupo justificou a solicitação dizendo que, desta forma, a UE poderá analisar melhor os documentos e garantir que não haja confusão quanto ao comprometimento do Google em relação aos direitos de informação de seus usuários.

Nos vários países em que atua, o Google vem explicando que as mudanças consistem, basicamente, em fazer com que haja apenas um único conjunto de políticas de privacidade para cerca de 60 de seus produtos. Além disso, a empresa argumenta que as políticas estão agora escritas em linguagem mais simples, facilitando a compreensão do usuário.

O problema é que, com este novo tratamento ao assunto, entende-se que o Google terá mais liberdade para utilizar as informações dos usuários entre seus serviços, dando menor espaço aos aspectos de privacidade (entenda mais aqui). É neste ponto que mora a preocupação das autoridades de vários países.

Ainda não se sabe se o Google irá adiar, conforme solicitado, a implementação das mudanças, embora a empresa tenha o costume de colaborar com as autoridades europeias. De qualquer forma, a companhia manifestou surpresa com o pedido, uma vez que teria informado sua decisão a entidades reguladoras semanas antes de torná-la pública, dando tempo para análises mais profundas.

Referências: The Telegraph, Google European Public Policy Blog.

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