Ninguém duvida que a tecnologia por trás da câmera de campo de luz Lytro tem potencial para mudar a forma como fotografamos. Não por acaso, há meses ouvimos rumores de que algo similar seria instalado em um smartphone. A espera, agora, está próxima do fim: a Toshiba já tem um módulo de apenas 8 mm que replica as funções da máquina, ou seja, ele pode redefinir o ponto de foco depois que a foto é tirada.

O princípio do sensor de imagem da Toshiba é exatamente o mesmo que rege a Lytro: entre a objetiva principal e a superfície fotossensível, é inserida uma camada de microlentes que decompõe os raios de luz em vários ângulos. Consequentemente, o sensor recebe um conjunto complexo de dados que se traduzem tanto em brilho e cor (como nas câmeras convencionais) quanto em profundidade. Um software pode, então, ser utilizado para redefinir o ponto de foco a partir dos dados sobre o espaço entre os objetos, algo muito útil para aparelhos de capacidade de foco limitada, como smartphones.

No caso, o módulo de teste trabalha com um sensor de 8 MP e é capaz de produzir fotos especiais de 2 MP. No futuro, a Toshiba pretende expandir a resolução até 13 MP, o que resultaria em imagens especiais de 5 MP ou 6 MP. A ideia inicial é que a produção comece no final deste ano, ou seja, há a possibilidade de já encontrarmos smartphones com o recurso em 2014.

Por outro lado, algumas limitações físicas podem constranger os limites da mudança de foco, que já é restrita na própria Lytro. O controle sobre a profundidade de campo depende diretamente da abertura e e da distância focal real (e não da equivalente). Pelo simples fato de que smartphones usam designs estreitos, não há espaço para uma lente de distância focal longa que produziria o efeito de profundidade de campo a distâncias maiores. Ou seja, a mudança do ponto de foco é sim possível, mas a diferença não é tão dramática quanto poderia ser.

 

Via DPreview e IDG News Service.

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