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Zeus

Imagine na copa? – Imagem: Divulgação

Na mitologia grega, Zeus e seus irmãos despuseram Crono, seu pai, e outros Titãs na batalha conhecida como Titanomaquia. No mundo real, a britânica Titan acaba de declarar uma guerra, quase mítica, contra os fabricantes tradicionais de TVs. O trono mais luxuoso do planeta agora pode acomodar uma monstruosa televisão de 370 polegadas.

A grandiosidade da tela é algo que a empresa novata sabe explorar. No portfólio estão telas de 173, 196, 251 e a novíssima 370 polegadas. Para criar uma ideia do que seria o tamanho das telas, a empresa usa um corpo humano como referência para as três primeiras. Na última, a referência é o corpo de um elefante. Alguns espectadores nem sabem, mas elas já estiveram presentes em apresentações do Xbox e no festival de Cannes.

A Zeus, como foi batizada, tem 8 metros de largura com 5 metros de altura. São 40 metros quadrados. Só para efeito de comparação, o painel do Maracanã, um dos imponentes estádios que temos a disposição para a copa, tem telões com 98 metros quadrados. Mas a tecnologia nem se compara. Como referência sempre é importante, no caso do estádio a distância de visualização pode fazer a tela parecer um monitor mindinho. No caso da Titan, ela foi construída para salas de abastados cidadãos.

A resolução da TV Zeus é de 3840 por 2160 pixels (4K) e o painel é capaz de exibir 65 milhões de cores (contra as 16 milhões dos painéis de LED deste tamanho). A empresa oferece mais design do que recursos. Nenhuma informação além disso é fornecida.

Aliás vale uma pequena pausa para uma categorização simplista. Os painéis de LED gigantes mais grosseiros que vemos por aí usam circuitos de LEDs nas cores vermelha, verde e azul (RGB). São geralmente divididos em segmentos independentes de controle e energização. Para que tudo funcione corretamente eles usam muita simplificação das funções booleanas de controle – o tradicional mapa de Karnaugh e algumas outras soluções algorítmicas, para os iniciados em eletrônica digital. Noutra categoria estão os painéis de LED montados com segmentos do tipo Surface Mount Device (SMD). Este combina em um circuito eletrônico, LEDs com tamanho do pixel (pixel pitch) ínfimo. Tão pequenos e de cores variadas que, dependendo do arranjo, podem oferecer resolução melhor que um monitor convencional. A complexidade do controle também evolui exponencialmente, mas felizmente há circuitos de controle prontos por aí.

Em uma terceira categoria está o vídeo wall. São agrupamentos de monitores tradicionais, geralmente sem borda ou borda mais estreita. As telas mais comuns são do tipo Large Format Display (LFD). Neste arranjo um processador de vídeo lida com o agrupamento como se fosse um sistema computacional único(a Nvidia e a AMD são mister em sistemas de até quatro monitores). Toda a complexidade de operação neste caso está completamente abstraída.

Voltando a empresa britânico-grega Titan, a nova TV Zeus custa assombrosos 1 milhão de libras, ou algo em torno de 3.744.186 reais (quase 4 milhões de reais!). A compra inclui montagem e planejamento arquitetônico (sob encomenda é óbvio). Algo que raríssimas empresas fazem.