Na condição de consumidores, temos ouvido falar muito no uso do celular como opção ao cartão de crédito na hora de pagar compras em estabelecimentos. Mas a tecnologia móvel também pode – e deve – ser aproveitada pelo outro lado desta relação, o empresário ou prestador de serviço.

Ciente das oportunidades para as quais este caminho tende a levar, a Cielo lançou nesta segunda-feira (28/10/2013), em São Paulo (SP), a nova versão de sua solução Cielo Mobile. A ideia, com a atualização, é justamente oferecer mais recursos para recebimento de pagamentos via redes móveis.

Leitor de cartões portátil da Cielo ao lado de um smartphone

O foco do serviço está nos pequenos comerciantes, prestadores de serviço e profissionais liberais. Fisioterapeutas que atendem a domicílio ou vendedores porta a porta são exemplos de profissionais que podem se beneficiar do uso do celular para receber pagamentos.

Com o lançamento feito hoje, a Cielo passa a oferecer a estes empreendedores um leitor portátil de cartões – com ou sem chip – que se comunica via Bluetooth com o seu smartphone ou tablet. Por enquanto, somente aparelhos com Android são compatíveis. A partir de 15 de novembro (2013), o app deverá estar disponível também para iOS (iPhone e iPad).

O funcionamento é bem simples. Uma vez que o aplicativo da Cielo Mobile estiver ativo, o leitor será acionado e o usuário poderá escolher a opção de pagamento: crédito, débito e, partir de agora, voucher (cupom) ou crediário (desde que previamente contratado em um banco). A comunicação da transação é feita pela rede móvel – tudo de maneira extremamente segura, garante a Cielo, sem que dados sigilosos fiquem armazenados no aparelho, por exemplo.

Como não é possível gerar comprovante em papel, este é enviado por e-mail ao final da transação.

Leitor de cartões portátil da Cielo

A solução tem um preço que me pareceu razoável: 11,90 reais por mês, incluindo aí o fornecimento do leitor de cartões. As demais taxas são semelhantes às cobradas pelo uso das “maquininhas normais” e variam conforme o tipo de operação, por exemplo: cada vez que o cartão de crédito é usado à vista, a Cielo cobra 4,05% sobre o valor da transação; no débito, esta porcentagem é de 3,19%, e assim por diante.

Em comparação às máquinas de cartões que encontramos em quase tudo o que é estabelecimento, o Cielo Mobile se mostra um pouco mais lento, a própria companhia reconhece isso. No entanto, a possibilidade de visitar clientes, por exemplo, e poder cobrar pelo serviço ali mesmo, a partir do celular, deve agradar a bastante gente.

Transação no celular

Se o produto convence, só o seu uso no dia a dia para confirmar, mas as demonstrações feitas pela Cielo no evento cumpriram com o prometido. A bem da verdade, o principal desafio de serviços como este não é técnico, tampouco estrutural: a ideia de pagamentos móveis gera desconfiança ou pouco interesse porque ainda é nova para a maioria dos brasileiros, sejam eles consumidores ou empresários; o momento, portanto, é o de criar toda uma cultura em relação ao assunto.

 Emerson Alecrim

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