christineNão, a Razer ainda não entrou no ramo dos carros assassinos, mas a mais nova ideia da fabricante de produtos para gamers  pode acabar assustando algumas pessoas de qualquer maneira. Acaba de ser apresentado na CES o Projeto Christine, um desktop modular no qual cada componente é um bloco que pode ser conectado e desconectado com facilidade.

Essencialmente, a Razer construiu uma torre que contém uma motherboard fragmentada em uma série de segmentos. Cada um destes comunica-se com o mundo externo através de um conector proprietário baseado no padrão PCIe 3.0, no qual o usuário pode plugar módulos com CPU, GPU, HDD, drives de disco óptico e, enfim, qualquer componente que um desktop aceitaria.

A refrigeração fica por conta de um sistema baseado em óleo mineral, o que possibilita serviços como overclock de fábrica e elimina qualquer preocupação que o usuário possa ter com a capacidade do chassis de suportar este ou aquele componente. Mas vale lembrar que ainda não foram divulgados detalhes a respeito da fonte de energia. Como era de se esperar, a torre é projetada para receber configurações avançadas, como o tri-SLI (três placas de vídeo ligadas em paralelo), e as conexões funcionam sob a filosofia do plug-and-play: basta encaixá-las como peças de Lego.

De certa forma, a Razer está tentando reinventar a roda. Desktops são modulares desde sempre (o gabinete Level 10 da Thermaltake que o diga) e não existe grande dificuldade em trocar um módulo de RAM ou uma GPU. Ainda assim, devo admitir que essa solução é bem mais elegante do que passar horas organizando cabos e tentando achar mais espaço dentro de um gabinete comum. Outra questão é que a torre do Projeto Christine evidentemente só aceita módulos fabricados pela própria Razer. A existência de padrões abertos foi justamente o que tornou o mercado de desktops tão variado e vibrante.

Tão interessante quanto o próprio gabinete é o modelo de négócios ao qual o CEO da empresa, Min-Liang Tan, aludiu durante a apresentação da máquina. A Razer está considerando adotar um modelo de assinatura e troca de módulos caso o projeto dê certo. Dessa forma, o custo da máquina poderia ser diluído ao longo do tempo e os usuários sempre estariam com os componentes mais avançados.

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