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Acabamento externo desenvolvido por artistas – Imagem: Divulgação

Charlie Catlett e Doug Pancoast, do Urban Center for Computation and Data (UCCD), desenvolveram um protótipo de hardware para monitorar o ambiente e a população. Através de uma parceria com a cidade de Chicago, parte de um plano tecnológico, os medidores serão instalados em alguns postes do centro urbano. A meta é chegar a 500 nós, como são chamados estes equipamentos.

O projeto foi batizado de Array of Things, uma clara referência a internet das coisas. Como é um projeto ambicioso, hackathons e oficinas comunitárias no UCCD, servirão para que estudantes e profissionais locais possam ajudar na melhoria e planejamento da implementação. Haverá também discussões sobre a privacidade – imagine se Chicago virar realmente cenário do jogo WatchDogs. Vale mencionar que empresas como Cisco Systems, Intel, Zebra Technologies, Qualcomm, Motorola Solutions e Schneider Electric ajudam no projeto.

Segundo informações do jornal Chicago Tribune, o hardware de cada nó funciona em rede e é capaz de coletar informações como: qualidade do ar (concentrações de dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono e fumaça), temperatura e humidade, níveis de calor, intensidade da luz, precipitação, velocidade do vento e contagem de pessoas por Bluetooth e Wi-Fi. A localização dos primeiros sensores está no mapa abaixo:

Não há dúvidas que estas informações possam ajudar a melhorar o dia a dia dos cidadãos. Catlett aposta: “Ao tornar estes dados públicos, nós podemos imaginar a população escrevendo diversos tipos de aplicações e, com sorte, aplicações que não haviamos pensado”. Naturalmente, a quantidade de informação (big data) possibilitará direcionar melhor políticas públicas e também servirá como fonte de informação para pesquisas de comportamento e previsão de mudanças climáticas (microclima). Tomara que esta tecnologia venha para o Brasil.