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(Foto: Reprodução / Jolla)

Criada por ex-funcionários da Nokia, a fabricante independente Jolla lançará seu primeiro smartphone no dia 27 de novembro. Seria apenas mais um no mercado, não fosse por um detalhe: o aparelho é o primeiro com o sistema operacional Sailfish. O SO é derivado do MeeGo, que equipava dispositivos da Nokia – o que coloca a novidade como a sucessora “espiritual” do N9, último dos finlandeses a vir com o antigo sistema.

As outras especificações são típicas de um smartphone mediano – tela de 4,5’’, resolução qHD (960 x 540), LTE, câmera de 8 megapixels e 16 GB de memória interna, expansível com cartão microSD. O processador é um dual-core não-especificado, e há ainda mais 1 GB de RAM e a possibilidade de se trocar a bateria – algo esquecido por muitos outros fabricantes.

O sistema operacional, apesar de novo, deverá contar com suporte a um apanhado de aplicativos para Android – “os melhores”, segundo a Jolla –, além de alguns feitos especialmente para ele. O Sailfish é totalmente controlado por gestos, mais ou menos como BlackBerry OS, e tem como destaque o fato de ser mais “aberto” que os concorrentes. O comprador escolhe os aplicativos que virão instalados no smartphone com o SO, por exemplo, já que a empresa promete não incluir nada.

O aparelho chegará primeiro à Finlândia, por caros 399 euros (cerca de 1.240 reais), de forma a aproveitar um pouco do nacionalismo. Afinal, o país foi recentemente “traído” pela única fabricante de smartphones, a Nokia, que foi vendida à Microsoft. O resto da Europa deve recebê-lo até o final deste ano, mas não há previsão de lançamento fora do continente – só é de se esperar que ele fique mais barato logo, porque os concorrentes, como a Motorola e o Moto G, estão com preços mais atraentes.

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