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O novo XPS 12 é uma máquina… peculiar. Sim, ele é um belo ultrabook. Sim, sua configuração é muito boa. Mas então nos deparamos com a tela que gira. Porque essa tela gira, mesmo? Não sei. Talvez pela mesma razão que o Yoga da Lenovo dobra 360°. Vamos especular a respeito.

Antes de passar para a Zona do Crepúsculo, é melhor comentar os atributos mais mundanos dessa máquina. O “Xtreme” Performance System 12 (pois é, o “X” dominou os anos 1990 da mesma forma que o “i” dominou os anos 2000) não alcança exatamente o extremo do desempenho, mas oferece um conjunto de hardware respeitável para um notebook.

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O sistema é baseado em torno de chips Core i5 e Core i7 de baixa voltagem. Estamos com um modelo que utiliza o excelente Core i5 3317U, mas a Dell também está oferecendo modelos com processadores Ivy Bridge. Os preços variam de 5,300 reais a 6,600 reais.
No campo da memória, contamos com 4 GB de RAM e com um SSD de 128 GB. Como de costume, há opções de máquina com até 8 GB de RAM e 256 GB de disco. Subjetivamente, gostei muito do desempenho da máquina. A Dell manteve o bloatware a um mínimo e o tempo de boot do PC é bem curto.

O XPS 12 é bem servido de conexões, com duas USB 3.0 (uma das quais é energizada), Wi-Fi dual band, Bluetooth 4.0 e até uma mini DisplayPort. Ainda não terminamos os testes de autonomia, mas a bateria de quase 5700 mAh que habita a máquina deve se sair bem.
Contudo, o aspecto mais legal do XPS 12 é a aparência externa. Esse PC foi construído a partir de um coquetel de gorila glass, alumínio e fibra de carbono e o resultado é muito bom. Ele não é exatamente o ultrabook mais leve do mundo (1,5 kg), mas segurá-lo é um deleite.

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O que nos leva à tela. O painel em si é um belo LCD Full HD de 12,5”. E ele gira. Há uma moldura de alumínio que dá sustentação para as acrobacias da tela, que pode rotacionar 180° para frente ou para trás. O mecanismo consiste em uma combinação muito bem feita de imãs e travas que produz um movimento circular controlado.

O único problema desse arranjo (excetuando-se, é claro, seu objetivo) é que ele é um pouco fácil demais de ativar. Basta uma pequena pressão em um dos cantos da tela para que esta se desconecte, o que também paralisa o touchpad e o teclado.

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A Dell jura que a ideia é proporcionar uma experiência de tablet para o notebook. Honestamente, não vejo porque alguém escolheria trocar os excelentes teclado e touchpad do XPS 12 por um tablet de 1,5 kg. Eles devem estar escondendo o jogo. De fato, quando deixamos a definição “tablet grandalhão” para trás, as possíveis aplicações da tela giratória são infinitas. Ela pode servir como uma balança improvisada ou como um abanador para gatos, por exemplo. Ou ele pode ser utilizado para pregar uma peça nos membros mais inocentes da sua família. Espero ouvir mais sugestões nos comentários.

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