O Google I/O, que acontece esta semana na cidade de San Francisco, reuniu pequenos grupos de usuários do Glass, novo dispositivo do Google ainda indisponível comercialmente. Entre um keynote e outro, os desenvolvedores de posse do Glass checam e-mails, tiram fotos e, em particular, gravam vídeos com seus novíssimos óculos conectados.

INFO teve a oportunidade de testar um Glass ao longo de uma hora dentro do Moscone Center, área de convenções onde acontece o I/O.  Ao contrário de nossas expectativas iniciais, o dispositivo parece bastante confortável, é leve e, com um pouco de boa vontade, logo se integra a seu visual. Seria fácil até mesmo esquecer-se que há um computador portátil pendurado em seu rosto não fosse o olhar curioso que o Glass desperta entre as pessoas.

Para que funcione adequadamente, o Glass precisa estar sincronizado com um smartphone Android. Então, é possível fazer buscas no Google.com, consultar sua conta no Gmail e checar a previsão do tempo apenas com comandos de voz. Ao dizer, por exemplo, “OK, Glass. How Will be the weather tomorow in San Francisco?” obtive como resposta uma imagem com a previsão do tempo para o dia seguinte. Também perguntei ao Glass quem é o presidente dos Estados Unidos e, obtive como resposta “Barack Obama”. A informação me foi transmitida por meio de uma curiosa tecnologia de “vibração dos ossos” (bone conduction, em inglês). O fato é que o Glass dispensa fone de ouvido e escutei a resposta com clareza.

Todas as imagens que vemos no Glass são exibidas por um pequeno projetor, acoplado junto ao olho direito do usuário. É preciso focar o olhar no projetor para ver com clareza a imagem, o que dá um certo sentimento de frustração. Não pareceu fácil consultar informações no Glass e manter o foco em um interlocutor com quem se conversa, por exemplo.

Enquanto o visor exibe imagens, é possível pedir, por comando de voz, que ele tire uma foto ou grave um vídeo. Deslizando os dedos no touchpad lateral da haste do Glass, é possível compartilhar os arquivos no Google Plus, por exemplo, ou navegar entre uma aplicação e outra.

A experiência foi divertida, ainda que não existam muitas aplicações para os óculos. É certo que, no futuro, o Glass poderá ser muito mais útil que neste momento, quando desenvolvedores independentes criarem usos funcionais e criativos para o dispositivo. Ao final do primeiro teste, no entanto, ficou a impressão de que, apenas com um smartphone em mãos, seria mais simples e rápido fazer as consultas à web.

Atualmente, apenas exemplares de uma versão para desenvolvedores estão em uso. De acordo com o Google, uma versão comercial do produto deve ser lançada até o final deste ano e somente para o mercado americano. Um teste completo do Glass será publicado na próxima edição da revista INFO.

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