DSC_1079

Tenho que admitir que fiquei frustrado quando recebemos o primeiro Blade. A máquina tinha um design incrível mas acabou chegando tarde no Brasil. Enquanto os PCs com processadores Ivy Bridge já estavam se tornando comuns, ele ainda se valia de um Sandy Bridge pareado com uma GeForce série 500. Agora a situação se inverteu. Acabamos de receber o Blade Pro, o primeiro notebook com processador Haswell a passar pelo nosso laboratório.

DSC_1071

E não é qualquer Haswell. Estamos falando de um Core i7 4700HQ, um chip de quatro núcleos que é uma das melhores ofertas da Intel no espaço mobile. Além de oferecer uma GPU integrada relativamente poderosa (Intel HD Graphics 4600), ele promete consumir pouca bateria. Similarmente, a Nvidia GeForce GTX 765M (2 GB de memória GDDR5 dedicada) empregada pela Razer no novo Blade melhora a performance da máquina em relação ao modelo anterior sem dispensar a preocupação com a eficiência energética. A lista básica de especificações se completa com 8 GB de RAM DDR3 rodando a 1600 MHz  e um SSD de 256 GB.

DSC_1066

Por fora, o Blade mantém o design admirável do modelo anterior. O corpo de alumínio segue os mesmos princípios de estética agressiva dos outros produtos da marca, com um desenho geral simples pontuado por detalhes ousados como portas USB 3.0 pintadas de verde. Tudo isso é dominado por uma excelente tela de 17,3″ e resolução 1080p.

A tela sensível ao toque  Switchblade também retornou. Como antes, ela cumpre o papel de touchpad da máquina ao mesmo tempo em que pode assumir funções diferentes (e. g. hub de macros, acesso rápido ao YouTube e outros). Parece-me que o desempenho da telinha também melhorou. Seu navegador de internet ainda apresenta alguns atrasos, mas a experiência é mais consistente que na versão anterior.

DSC_1065

Como se pode ver, eficiência energética e design térmico foram os grandes pilares que definiram o projeto do novo Blade. De fato, o primeiro modelo tinha problemas de aquecimento consideráveis. Tudo isso parece ter sido resolvido no Blade Pro. Ainda é muito cedo para traçar qualquer conclusão, mas minha primeira impressão é muito boa. A máquina aguentou uma tarde de Striker Suit Infinity, Tomb Raider, Dark Souls e Battlefield 3 (em configurações medianas) sem precisar recorrer à tomada ou abafar o som dos games com o barulho dos coolers. Espero que esse desempenho se mantenha conforme realizamos os testes formais do laboratório.

Uma questão que torna o “Pro” do título da máquina um pouco estranho é a relativa escassez de conexões. O Blade possui 3 USB 3.0, uma HDMI 1.4, uma ethernet e uma P2, além de Wi-Fi n e Bluetooth 4.0. Essa é uma seleção bem convencional para um notebook, mas há espaço para mais em uma máquina de 17″.

Infelizmente, o Blade Pro ainda não tem previsão de chegada ou de preço no Brasil, mas a empresa está se esforçando para não cometer o mesmo erro do primeiro modelo.

Pin It on Pinterest