(Foto: INFOlab)

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Lançado nos Estados Unidos em julho deste ano por 299 dólares, o curioso portátil Shield, da Nvidia, não deve dar as caras tão cedo no Brasil – ou pelo menos é isso que diz Leo de Biase, gerente de marketing da empresa. Mas isso não impediu a fabricante de hardware de trazer o console ao Brasil Game Show, feira de games que acontece em São Paulo entre os dias 25 e 29 de outubro. E foi lá que pudemos ver o que é o aparelho.  

Com um processador Tegra 4 de quatro núcleos e clock 1,9 GHz, 2 GB de RAM e Android 4.2.1, o aparelho é robusto. E não só nas configurações, porque ele é realmente tão grande quanto parece. Mas não chega a ser desconfortável manuseá-lo, apesar de ser impossível conseguir tocar na tela – uma IPS de 5’’ e 1.280 x 720 – enquanto mexe-se nos botões de ação. O aparelho, aliás, se fecha como uma “concha”, com o display cobrindo todos os botões – quase como o Nintendo 3DS.

Interface do sistema – Apesar de servir basicamente como um videogame, antes de tudo o Shield é um aparelho Android. Todos os jogos e recursos são acessados por uma interface um pouco modificada, na qual você pode navegar tanto usando a tela de toque quanto as alavancas analógicas – pouco práticas para isso, no entanto. Os botões do meio (cinco, ao todo) fazem as vezes dos comandos do sistema, com exceção do maior deles, ao centro. Basta pressioná-lo para acessar o “hub” de jogos do portátil.

Desempenho – O aparelho disponível para testes no estande da BGS contava com alguns poucos jogos para Android instalados, todos otimizados para serem jogados com os controles. Não chega a ser surpreendente, mas mesmo o mais pesado, The Conduit HD, um FPS 3D, rodou sem engasgos no dispositivo.

Fora os games mobile, o Shield ainda trazia “instalado” Borderlands 2, que rodava via streaming, sendo executado na verdade em um PC próximo – uma máquina equipada com uma GeForce GTX 680. Este é um dos recursos mais festejados pela Nvidia em relação ao portátil, já que, graças a ele, torna-se possível jogar um game pesado mesmo longe do computador – e de forma bem fluída, como deu para comprovar.

No entanto, não espere por configurações no máximo: a resolução da tela do aparelho impede que você rode um jogo em Full HD. Até dá para aumentá-la nos menus Settings dos jogos, mas é grande o risco de você ver letras tão pequenas ao ponto de ficarem ilegíveis. Mas fora isso, o fator Wi-Fi pareceu não influir tanto na qualidade de execução do jogo. No estande, a conexão era ótima, mas mesmo longe dali, o Shield se manteve firme e forte rodando Borderlands.

Futuro do Shield e do Tegra – Segundo o técnico da Nvidia Alexandre Ziebert, o portátil da empresa passará a ser o principal produto dela. Ou seja, será o primeiro a receber novidades da fabricante em termos de hardware móvel – como o ainda não anunciado Tegra 5, o Logan.

Ziebert contou que o processador de 64-bits será o primeiro com núcleos desenvolvidos pela própria Nvidia com base na ARMv8. O número de “cores” será o mesmo do atual chip (quatro), mas a GPU será uma Kepler – mesma arquitetura usada nas placas de vídeo da série 600 em diante.

Isso, aliado ao maior número de núcleos de processamento de vídeo (192, contra 72 do Tegra 4), deve trazer um desempenho muito superior ao do atual processador. E tudo será encaixado em um novo modelo do Shield, que terá tela de 1080p para demonstrar o potencial do novo SoC. Não há data prevista para o lançamento do aparelho com o robusto processador, mas a Nvidia pretende apresentá-lo na CES 2014. Vamos aguardar.

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