O que esperar de um e-reader que brilha no escuro? O Kindle Paperwhite, leitor de e-books mais avançado da Amazon, acaba de desembarcar no INFOlab.

O aparelho chega para competir com o Kobo Glo, vendido pela Livraria Cultura. Os dois rivais contam com um trunfo: uma luz embutida nas laterais da tela que, quando ligada, permite a leitura mesmo em ambientes totalmente escuros. No Paperwhite, a intensidade da iluminação – distribuída em 24 níveis – pode ser regulada por meio do menu de configuração, acionado com um clique no topo da tela. A luz é distribuída de modo uniforme, o que torna a experiência bastante agradável.

Pequeno e muito leve (pesa só 216 gramas), o aparelho pode ser segurado com uma mão, por um bom período de tempo. A tela de e-ink também traz uma resolução de 212 pixels por polegada, maior do que a de modelos anteriores (167 ppi), o que aumentou a nitidez de texto e imagens. Isso permitiu a inclusão de novas fontes, como Baskerville, Futura e Palatino.

A Amazon também resolveu mudar a interface, apostando em um design mais afinado com o do aplicativo Kindle para smartphones e tablets. Em vez de apresentar uma lista, a página inicial mostra as capas dos e-books. Há apenas um botão no Paperwhite, que serve para ligar ou desligar o dispositivo. Como precisa ser pressionado (e não deslizado, como é comum em e-readers), isso levou o aparelho a ser ligado involuntariamente quando transportado em uma mochila. Todos os comandos são feitos por meio de toques na tela. A falta de um teclado físico ou de botões direcionais não incomodou, porque a resposta é bem rápida.

Há também uma maior integração com a loja da Amazon. Sugestões de livros feitas com base no seu histórico aparecem na parte inferior da página inicial. Há também um botão no alto da tela que leva diretamente à loja, com apenas um clique (em modelos anteriores, eram necessários dois cliques para isso). O modelo com 3G permite fazer compras nas áreas com cobertura de dados móveis sem pagar pela conexão, mas na maior parte do país a velocidade do download disponível ainda é bem lenta (EDGE/GPRS), segundo o mapa da Amazon.

A empresa afirma que a bateria do e-reader dura oito semanas, mas ainda não submetemos o Paperwhite a um teste sob uso intensivo no INFOlab. A primeira impressão é de que, por ter tela touchscreen e iluminação embutida, a durabilidade diminuiu em relação aos Kindles anteriores. Mas ainda é muito maior do que a de qualquer smartphone ou tablet.

Na versão 3G, o Kindle Paperwhite sai por salgados 699 reais. No modelo apenas com Wi-Fi, o preço cai para 479 reais.

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