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A PhotoImage tem um quê de M. C. Escher: em poucos lugares existem mais câmeras tirando fotos de câmeras.  Entre as estrelas do show estavam duas máquinas da Fuji que acabam de chegar ao Brasil, a híbrida X-M1 e a instantânea Instax mini 8.

A X-M1 é o terceiro passo em um caminho que começou com a X-Pro1 e a X-E1. Essas duas câmeras são excelentes, mas seu preço elevado e esquema de controle avançado com certeza intimidam qualquer fotógrafo iniciante. A X-M1 não é exatamente uma máquina para quem acabou de deixar a câmera de smartphone para trás, mas ela certamente é mais amigável.

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Ao contrário de suas irmãs mais velhas, a X-M1 opta por um esquema de controle mais moderno, baseado na roda de modos de exposição. A nova câmera oferece um modo automático completo e vários modos de Cena, opções que não existiam na X-Pro1 e na X-E1. Ela também introduz um LCD ajustável para ajudar na hora de fazer o enquadramento. Por fim, um controlador Wi-Fi embutido dispensa os cabos para transmitir imagens.

A X-M1 é, sem dúvida, uma câmera intermediária quando comparada aos dois outros modelos da linha X. Ela é um pouco menor e consideravelmente mais leve que ambas. Em compensação, ela também não transmite a sensação de solidez da X-Pro1. Ainda assim, a X-M1 mantém muitos dos recursos mais importantes de suas antecessoras. Ela utiliza o mesmo CMOS X-Trans de 16 MP da X-Pro1, por exemplo. Também continuam os filtros de imagem que emulam o aspecto da fotos tiradas com filmes da Fuji, como o PROVIA e o Velvia.

Uma das motivações por trás da construção mais modesta da X-M1 foi a de manter o preço final um pouco mais palatável. A câmera custará 2,999 reais sozinha e 3,599 reais em um kit com uma lente 16-50 mm. Não é um preço baixo, mas é aceitável quando consideramos os recursos da máquina.

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Passando para a Instax mini 8, encontrei uma câmera que é superficialmente  muito parecida com a Instax mini 7. Mas não foi apenas a oferta de cores que mudou. Basta segurar a mini 8 para perceber que ela é ligeiramente menor e um pouco mais leve. Além dos 4 modos de exposição oferecidos pelo modelo anterior, ela também acrescentou um modo High Key, que é muito bem vindo por amenizar os problemas que a mini 7 tinha com cenas escuras.

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Além do modo High Key, o fotógrafo pode usar o disparador para estender o tempo de exposição manualmente. O esquema de controle também foi aprimorado e agora depende de um anel que circunda a lente. A câmera é, em geral, mais ágil e fácil de se operar. A Instax mini 8 será vendida por cerca de 330 reais.

Outra boa nova anunciada na Photo Image é que a Fuji passará a vender seus produtos diretamente para o consumidor. A parte legal dessa notícia é que não apenas as câmeras, mas todos os acessórios e lentes produzidos pela marca estarão disponíveis em uma loja online.

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