Com um acabamento bem diferente do escolhido para o Galaxy S III, o novo aparelho da Samsung, o Galaxy S4, finalmente ostenta uma imagem mais coerente com a de um smartphone topo de linha.

Ainda construído em plástico, o aparelho troca os cantos arredondados por laterais mais retas, o que proporciona uma pegada mais firme. Imitando aço escovado, a pintura da lateral também deixou o aparelho mais elegante. A tampa traseira também recebeu uma textura na pintura. No geral, o S4 ficou muito mais bonito que seu antecessor.

Mesmo com uma tela ligeiramente maior (5 polegadas do S4, contra 4,8 polegadas do S III), as medidas dos aparelhos são praticamente idênticas às do modelo anterior. Pesando 130 g, o S4 emagreceu 3 gramas em relação ao S III.

Ainda que seja grande demais para alguns usuários, o S4 não fica desconfortável em um bolso de calça ou durante a operação com uma única mão. Só nas tentativas de alcançar a parte superior da tela com o dedão é que a frustração pode aparecer.

Com 1.920 por 1.080 pixels, é difícil desviar os olhos da tela do S4. Propositalmente, as cores parecem ligeiramente saturadas, dando um aspecto mais vivo ao sistema e a tons quentes, mesmo que eles não sejam uma característica muito presente na interface TouchWiz, que tradicionalmente aposta em uma palheta mais fria.

Sem entrar nos detalhes dos recursos do aparelho, que são muitos, não há uma mudança muito significativa e visual na interface. A única exceção é a grande quantidade de botões de configuração na barra de acesso rápido, um reflexo dos sensores e novidades do smartphone.

Se acostumar com cada uma delas e até mesmo ativar as que não são acionadas por padrão, como a rolagem automática com o movimento da cabeça, é uma tarefa exaustiva no começo. Há tantas opções que, no primeiro contato, o usuário pode achar a tarefa exaustiva. Por outro lado, com um acesso mais dosado a cada recurso, o aparelho pode se transformar em uma plataforma muito mais ágil e prática.

Podemos sentir o desempenho do aparelho no acesso a aplicativos. Rodamos rapidamente os mais comuns, como Instagram, Facebook, Vídeos, e os novos recursos da câmera. Tudo sem nenhum engasgo ou lentidão. Os 2 GB de memória RAM também ajudam a deixar tudo mais ágil, assim como o Android 4.2. Infelizmente, o recurso Photo Sphere não foi incluído na interface da Samsung. Ele registra uma panorâmica em 360 graus similar ao Google Street View.

Em um uso rápido, o sistema de tradução, que foi demonstrado como um verdadeiro peixe Babel no lançamento, pareceu frustrante e não muito prático. A tradução é muito literal e, na maioria das vezes, há uma dificuldade muito grande em reconhecer o português.

O INFOlab teve acesso ao modelo com processador quad core e conectividade 4G. O teste completo, com a avaliação do nosso time será publicado na edição de Maio da Revista INFO, que chega às bancas no dia 2. Também faremos uma série de vídeos explorando cada um dos recursos inovadores do aparelho ao longo das próximas semanas.

Os dois modelos do Galaxy S4 foram lançados hoje em um evento da Samsung no Rio de Janeiro. O modelo quad core com conexão 4G será vendido por 2.499 reais, enquanto o octa core 3G custará 2.399 reais.

Durante o evento a Samsung também apresentou o Galaxy Mega, um aparelho com tela de 6,3 polegadas e configuração topo de linha, e o tablet Galaxy Note 8, com processador quad core. O grandalhão Mega será vendido a partir de julho por 1.999 reais, enquanto o Note 8 já estará disponível nas lojas por 1.599 reais.

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