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Testamos o efeito 3D em um iPad 2 – Foto: INFOlab

Magoo é o nome de uma tela que sobrepõe a tela do Apple iPad, da primeira a quarta geração, para oferecer um efeito de 3D em imagens e vídeos. A técnica de exibição não é nova, mas a empresa brasileira foi a primeira do gênero para o tablet.

A Magoo agora quer levar a tela para o iPad Mini, construída com uma membrana própria. E para isso colocou a meta 150 telas vendidas antecipadamente pelo preço de 105 reais. Se a meta for atingida ou ultrapassada a tela será produzida. Explicando porque a Magoo decidiu não procurar o apoio de outro plataforma de crowdfunding, colocando a campanha em seu próprio site, André W. Zanuto, um dos fundadores da Magoo, respondeu: “Não escolhemos o modelo brasileiro devido a alta tributação. O catarse pede 13% sobre o valor total. O Kickstarter não aceita projetos brasileiros”.

Para usar a tela há um aplicativo específico chamado Magoo 3D. Ele oferece pouco conteúdo próprio, mas dá acesso a Youtube e Instagram, além de fotos e vídeos que você tem no aparelho.

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No detalhe a espessura da tela e como ela vai acoplada no tablet – Foto: INFOlab

A tecnologia por trás da tela é um efeito de óptica conhecido como barreira de paralaxe. Grosso modo, esta técnica consiste em dividir os pixels da tela em duas imagens distintas, com ângulos de visão diferentes para cada olho. Seu cérebro ao reconstruir a imagem, acaba fazendo cálculos de profundidade de campo e a sensação é estar vendo uma imagem em terceira dimensão. Os primeiros estudos de barreira de paralaxe tem mais de 100 anos e tudo começou na mão dos pesquisadores Auguste Berthier e Frederic E. Ives. É claro que esta abordagem foi aprimorada com o tempo e ainda é muito utilizada em TVs e consoles portáteis.

O maior problema desta abordagem é o efeito conhecido como crosstalk. Onde o limiar de imagem de um olho se sobrepõe com o limiar de imagem do outro. Há uma degradação na qualidade da exibição. Isto piora com alto contraste. Portanto, se pretende usar esta tela, nunca deixe o brilho no máximo (não pelo efeito do brilho, mas pela percepção do contraste). Outro detalhe é que você notará que conteúdo preparado para este 3D passivo terá um efeito de profundidade mais pronunciado. Imagens não preparadas tem um efeito parecido com adesivos holográficos (os conhecidos “Tazos”, febre na década de 90).

Veja o vídeo dos criadores:

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