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lytro lfc

 

A Lytro não foi um sucesso comercial gigantesco, mas seus recursos atípicos, como a possibilidade de refocar e mudar a perspectiva de fotos depois que estas são gravadas, encontraram popularidade na forma de aplicativos desenvolvidos pelo Google e pela Nokia (embora a forma de implementação seja completamente diferente). Agora a empresa está pronta para tentar novamente, desta vez com uma máquina voltada para fotógrafos mais  experientes.

A nova Illum mantém a habilidade de sua predecessora de mensurar o campo de luz de uma cena, mas suas entranhas são bem mais poderosas. Ela possui uma resolução de 40 “megaray”, o que quer dizer (se a empresa estiver utilizando a mesma definição de “megaray” da Lytro original) que o sensor possui algo em torno de 40 milhões de estruturas sensíveis à luz, em oposição aos 11 milhões da primeira Lytro. A imagem final, contudo, será necessariamente menor do que uma imagem de 40 MP  porque nesse tipo de câmera existe um array de micro lentes no plano focal para decompor a luz da cena e cada lente cobre um grupo de pixels.

Da mesma forma, a Illum usa um sensor de 1″, quatro vezes maior que o de sua antecessora e consideravelmente mais amplo que a média das câmeras compactas.  Um ponto curioso é que, apesar do aumento do sensor, a objetiva principal manteve especificações impressionantes como no primeiro modelo: ela oferece um zoom de 8x (equivalente a 30-250 mm no formato 35 mm) e uma abertura constante de f/2.

Esse esforço para manter uma boa lente faz sentido quando olhamos para o restante das especificações. A Illum atinge uma velocidade máxima de obturador de 1/4000 segundo, exatamente como uma DSLR de entrada. Ela também proporciona um controle muito mais profundo sobre a exposição, como modos como Programa, Prioridade do Obturador e Manual, além de um modo chamado de Prioridade de ISO. Supostamente, o processamento das imagens também é mais rápido. É evidente que a Lytro não está tentando apelar para o público geral e sim para o amador entusiasta.

É difícil dizer quais são as chances dessa abordagem ser bem sucedida. A ideia por trás da fotografia plenóptica é extremamente engenhosa do ponto de vista científico. Recomendo a leitura dos artigos de Ren Ng, fundador Lytro, sobre as suas pesquisas em Stanford aqui e aqui. No entanto, as vantagens práticas dessa tecnologia para uma pessoa comum são bem limitadas. Se o software da Lytro passar a oferecer mais controle sobre as imagens em RAW, ela pode ser tornar bem mais interessante.

Considerando que o preço de pré-venda da Illum é 1500 dólares (mais caro que uma D7100), é difícil recomendá-la em seu estado atual para quem quer que seja a não ser que você trabalhe apenas com publicações digitais ou simplesmente queira apoiar a pesquisa sobre esse tipo diferente de captura de imagens. Quando chegar ao mercado em 15 de Julho, a nova câmera será mais cara ainda. Ela será vendida por 1600 dólares. Assista ao trailer da Illum abaixo.