LenovoDepois de comprar a divisão de computadores pessoais da IBM, em 2004, a chinesa Lenovo viu o seu nome virar referência para PCs no mundo todo, inclusive no Brasil. Mas, a empresa quer aumentar a sua atuação em terras tupiniquins e, para isso, considera instalar uma base de produção no país.

Em entrevista dada ao The Wall Street Journal, Milko Van Duijl, presidente da Lenovo para a Ásia, Oceania e a América Latina, explicou que a política tributária do Brasil impede a empresa de ser mais competitiva por aqui sem produção local, especialmente no segmento de PCs, onde as margens de lucro são pequenas.

A companhia é tida, atualmente, como a segunda maior fabricante de PCs do mundo, ficando atrás apenas da HP, mas na América Latina ocupa somente a nona posição. Colabora com este cenário o fato de a atuação da companhia se focar em clientes corporativos e ter poucas estratégias para empresas de pequeno porte e para o consumidor final.

Como os mercados emergentes ainda oferecerem boas perspectivas para o segmento de PCs, uma atuação mais forte no Brasil pode trazer “conforto” aos resultados financeiros da Lenovo, especialmente se levarmos em conta que a China, um dos principais mercados da empresa, tem sido alvo de especulações negativas em relação ao seu crescimento econômico.

Para colocar seus planos em prática, a Lenovo cogita fechar parcerias no Brasil ou mesmo adquirir empresas que já atuam no país. A produção local, no entanto, não deverá contemplar tablets e smartphones, pelo menos inicialmente. Para produtos do tipo, os planos da empresa consideram, no momento, apenas a construção de uma fábrica em Wuhan, na China.

Referência: The Wall Street Journal.

Notícias relacionadas: Depois de quase sair da China, Google quer aumentar atuação no país CES: Lenovo apresenta K91, uma TV com… Android 4.0?! Os números incríveis do Facebook no Brasil Agora vai? – Foxconn recebe isenção para produzir iPads no Brasil Semiocast: Brasil é o segundo país com mais contas no Twitter

Pin It on Pinterest