O iPhone 5 nem chegou e já sabemos que vários dos recursos do sistema iOS 6, que rodará nele e nos iPhones mais antigos, não vão funcionar no Brasil. Com o Android, não é bem assim.
De acordo com a Apple, quem comprar seus smartphones por aqui não poderá usar a navegação curva a curva, presente nos dispositivos com Android vendidos no território brasileiro desde 2010.  A exclusão é no mínimo estranha, uma vez que a funcionalidade estará disponível em dois dos nossos vizinhos, Uruguai e Argentina. Para oferecer o serviço, a Apple fez parceria com a TomTom, que vende inclusive um aplicativo de navegação na App Store por 40 dólares.

O iOS 6 também não exibirá informações de trânsito, disponíveis no Android pelo Google Maps em dez cidades do país. A Apple, aliás, mandou o Google Maps passear e o substituiu por um serviço próprio. Pode ser que o Google resolva criar um aplicativo para iOS, pois não dá para a empresa desprezar o enorme volume de dados gerados por quem usa esses dispositivos. Mas pode ser que a Apple não permita a sua publicação na loja, uma vez que os recursos seriam parecidos com os Mapas que ela mesma criou. Nessa briga, perde quem é fanático pela maçã.

Já a assistente digital Siri não dá sinais de que vai aprender a falar português, embora já consiga conversar em quase uma dezena de idiomas. No Brasil, todos os aparelhos com Android fazem busca por voz, inclusive de endereços. Mas o pessoal do Google também não é tão bonzinho quanto parece. O recurso Voice Actions, presente há tempos lá fora, não chegou ao país até hoje. Resta saber se a nova busca, que estreou no Android 4.1.1 (Jelly Bean), virá para cá.

A Apple também demorou para liberar o acesso a Games na App Store, o que só ocorreu no ano passado. Na Play Store, sempre houve toneladas de jogos para baixar. O iPhone tem como grande vantagem oferecer a iTunes Store, que permite comprar músicas e vídeos ou alugar filmes. O Android ainda não traz esse tipo de conteúdo por aqui, o que é uma falha grave, mas isso deve mudar em breve.

Embora o novo iPhone seja compatível com o padrão LTE, não vai funcionar nas frequências de alta velocidade definidas por leilão no Brasil e em outros países. A Apple tomou o cuidado de garantir a compatibilidade apenas com alguns mercados. Pode ser que a fábrica da Foxconn em Jundiaí dê um jeito nisso, criando iPhones diferenciados, mas é cedo ainda para saber. Quanto ao Android, é bem provável que os fabricantes que montam aparelhos por aqui tomem o cuidado de torná-los compatíveis com o 4G brasileiro. Afinal, alguns deles têm até TV digital. Coisa que o iPhone ignora.

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