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Tela frontal é um Android de 7 polegadas com receitas e dicas – Imagem: Divulgação

A preocupação da gastronomia com o significado da frase “comer com os olhos” não é nem um pouco nova (há quem diga que o termo vem da Roma antiga). Mais do que apenas uma questão estética, a arte de bem apresentar os alimentos sacia não só a fome. Apostando nisso, a Natural Machines criou a impressora 3D de comida Foodini.

O funcionamento da impressora parece bem simples: você processa os alimentos (amassa, cozinha, corta, tritura) e preenche uma bisnaga de metal ou de plástico com o alimento. Encaixa as bisnagas na impressora, carrega um modelo 3D e ela faz o objeto camada por camada. São os mesmos princípios das atuais impressoras 3D, com diferenças na temperatura, cartucho e material utilizado. Neste caso a impressora usa alimento que você prepara com antecedência. Pode ser qualquer coisa. É quase um trabalho feito por um confeiteiro de padaria, sem ter a especialização necessária para manusear os utensílios comuns a profissão.

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Etapas para usá-la – Imagem: Divulgação

Mas do ponto de vista de esforço, vale a pena? Talvez. Os alimentos precisam ser processados para ficar em forma de pasta. E na prática você poderia fazer o que ela faz manualmente. A questão não é só precisão. A empresa estuda parceria com terceiros para fornecer bisnagas com alimento natural pré-fabricado. E você pode usar mais de uma bisnaga ao mesmo tempo. Fazer isso manualmente poderia levar muitas horas. Em alguns casos você ainda terá o trabalho de levar o resultado da impressão para o forno ou micro-ondas.

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Comida italiana feita em casa – Imagem: Divulgação

Por estas questões, a impressora Foodini faz sentido apenas para quem já tem um estabelecimento gastronômico. O projeto tenta financiamento coletivo pelo Kickstarter, com o valor de 999 dólares por uma impressora. Segundo a empresa este preço subirá para 1300 dólares quando ela for oficialmente comercializada.

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