HTCs One Mini, One e One Max (Montagem: DroidLife)

HTCs One Mini, One e One Max (Montagem: DroidLife)

É oficial: o misto de smartphone e tablet da HTC, que teve várias imagens vazadas nos últimos dias, chega de vez nesta semana nos Estados Unidos e teve as especificações confirmadas. Pretendendo concorrer com Galaxy Note 3 e outros aparelhos do gênero, o One Max tem tela de 5,9” Full HD e como grande destaque o sensor biométrico na parte traseira – um “quadrado” logo abaixo da lente da câmera, usado para desbloquear a tela.

Com isso, dá para supor que a ideia retomada pela Apple no iPhone 5s realmente está virando uma tendência – algo que a Motorola não conseguiu fazer com o Atrix. Além de ter feito sua reestreia no Android com o One Max, rumores apontam que o leitor de impressões digitais deve reaparecer em mais aparelhos com o sistema do Google em breve – a FIDO Alliance está trabalhando para isso, por exemplo.

O leitor do aparelho da HTC, no entanto, não parece ser dos mais convenientes. Segundo o The Verge, o posicionamento dele atrapalha, e é preciso deslizar o dedo na vertical para ativá-lo – levando em conta que esta não é a posição padrão de se segurar um smartphone, para ter uma ideia do quão incômodo isso pode ser.

Mas vamos aos outros aspectos de hardware do One Max. Internamente, ele é praticamente igual ao One: o SoC é um Snapdragon 600 quad-core de 1,7 GHz – um pouco decepcionante, já que a última versão do chip, a 800, está em alguns novos smartphones – e a memória RAM é de 2 GB. O armazenamento interno difere um pouco, já que há versões com 16 e 32 GB – contra 32 e 64 GB do irmão mais velho. No entanto, o smartphone-tablet conta com entrada para cartões microSD de até 64 GB, o que pode tornar a capacidade dele consideravelmente maior.

A câmera será quase a mesma de 4 megapixels do One, que utiliza a tecnologia UltraPixel. A grande diferença está na falta de um sistema melhor de estabilização ótica de imagem (IOS) – o que na prática, segundo o Verge, prejudica fotos tiradas em ambientes com pouca luz, que exigem maior tempo de exposição. A bateria é de respeitáveis 3.300 mAh e o sistema de som continua com a marca Beats Audio, apesar do fim da parceria entre a empresa e a HTC. Como afirmado aqui, o fato – aliado à presença de um processador “antigo” – pode indicar que o smartphone já estava projetado há algum tempo.

Por fim, como já era previsto, o One Max virá com Android 4.3 – contra o 4.2 do One –, personalizado com a interface Sense na última versão, a 5.5. O aparelho ainda será compatível com redes 4G LTE e Wi-Fi 802.11 a/c, além de Bluetooth 4.0. O preço, no entanto, só deve ser divulgado nesta terça, com o lançamento do dispositivo nos Estados Unidos. Como era de se esperar, o smartphone-tablet da HTC não deve chegar ao Brasil – ou seja, ao menos por aqui, a concorrência do Galaxy Note 3 será menor.

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