kepler mobile

A Nvidia demonstrou ontem, na Siggraph, o resultado do projeto Logan: um system-on-a-chip para tablets que integra uma GPU com a mesma arquitetura Kepler utilizada em placas de vídeo para notebooks e desktops.

Mais especificamente, a Mobile Kepler utiliza uma unidade SMX, o que implica a presença de 192 núcleos CUDA que podem ser utilizados em conjunto para várias finalidades não necessariamente relacionadas ao processamento gráfico. Segundo os testes da Nvidia, esse grupo seria capaz de proporcionar um desempenho superior ao de uma placa de vídeo avançada que a própria empresa lançou há alguns anos. Curiosamente, a Nvidia não não divulgou o clock de operação da Mobile Kepler e nem detalhou como serão os núcleos de CPU do SoC. Neste último ponto, contudo, é razoável esperar o mesmo arranjo utilizado no Tegra 4: quatro núcleos A15 auxiliados por um quinto núcleo de baixa voltagem.

Para além das questões de performance, a parte mais interessante desse anúncio é que a Mobile Kepler operaria na ordem dos 2 W ou 5 W, com a possibilidade de escalar para apenas 1 W se o OEM que implementá-la não se importar com um impacto na velocidade de processamento. As placas de vídeo Kepler originais já eram um passo adiante no que diz respeito ao tamanho e à eficiência energética, mas o Logan representa um verdadeiro salto nesses dois aspectos.

kpler mobile 2

Note que esse gráfico considera o desempenho em GFLOPS. Em uma situação real de jogo, os resultados podem ser diferentes.

Por fim, outra vantagem muito importante que o Logan possui em relação a outras GPU mobile é o suporte a DirectX 11 e OpenGL 4.4. Essencialmente, isso quer dizer que desenvolvedores que escolherem trabalhar com esse SoC poderão utilizar as mesmas ferramentas que servem para o desenvolvimento de games para PCs e consoles de próxima geração (Xbox One e PlayStation 4). Tudo indica que veremos cada vez mais jogos multiplataforma no futuro.

Assista ao vídeo de apresentação da plataforma:

Via AnandTech.

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