Demorou quase um ano, mas o Google finalmente liberou dados que mostram o engajamento de internautas na sua rede social, o Google+. Adeus, cidade fantasma.
Durante o primeiro keynote da conferência para desenvolvedores Google+, Vic Gundotra, vice-presidente sênior, revelou que o serviço conta com 250 milhões de usuários cadastrados, dos quais 150 milhões são ativos mensalmente e a metade (ou seja, 75 milhões) entra diariamente. Ainda é pouco perto do Facebook e seu quase 1 bilhão de internautas ativos, mas é muito para uma rede social que tem apenas um ano de vida. Ninguém, até hoje, conseguiu crescer tão rápido nesse ramo.

Outro dado importante exibido por Gundotra é a quantidade de minutos gastos dentro da rede. De acordo com o executivo, por enquanto os usuários do Google+ passam 12 minutos por dia, em média, no stream – ou seja, publicando ou lendo postagens. Isso dá uma média de 360 minutos por mês na rede (6 horas), o que é considerável. É a mesma quantidade gasta com o Facebook no mundo todo. Além disso, os internautas que usam o Google+ passam, em média, 60 minutos por dia nos produtos do Google. É também um dado impressionante, principalmente para quem deseja escolher onde publicar um anúncio.

Muitos dos fãs da empresa ficaram indignados com os dados da comScore divulgados em fevereiro, que apontavam um uso mínimo para a rede social. De acordo com a empresa, cada pessoa cadastrada entrava 3 minutos em média por mês no Google+. Era quase nada, o que levou o The Wall Street Journal a chamar o produto de cidade fantasma. O fato é que, depois disso, o Google resolveu mexer na interface e aprimorar as ferramentas. Funcionou.

Em abril, a empresa anunciou uma nova cara para o Google+, mais moderna e mais interativa. Em maio, produziu uma nova versão do seu aplicativo, para smartphones com iOS e Android. Também anunciou o Hangouts on Air. Os bons números indicam uma virada positiva para o Google, e mostram que a companhia adotou a estratégia correta. Aqui na INFO, pudemos ver o resultado no nosso perfil no Google+, que hoje é maior do que o do Facebook. Como diz a capa da nossa última edição, e agora, Facebook?

Foto: kalleboo/Flickr

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