Em junho de 2011, o supercomputador japonês K passou a ser considerado o mais rápido do mundo. Em novembro do mesmo ano, seu poder de processamento foi ampliado de 8,1 para 10,51 petaflops. Mas esta marca, apesar de incrível, acaba de ser superada com folga: recentemente, a IBM conseguiu atingir 16,32 petaflops com a máquina Sequoia, fazendo os Estados Unidos liderarem, novamente, o ranking mundial de supercomputadores.

Supercomputador Sequoia - Imagem por TOP500

Supercomputador Sequoia – Imagem por TOP500

O Sequoia foi instalado na Califórnia para ser usado em cálculos e simulações referentes a armas nucleares, diminuindo consideravelmente a necessidade de testes “reais”. Para isso, o supercomputador conta com 98.304 processadores Power BQC de 1,6 GHz com 16 núcleos cada, resultando em quase 1,6 milhão de núcleos, além de memória RAM de 1,6 petabyte, tudo isso controlado por um sistema operacional Linux especialmente adaptado pela própria IBM. O Sequoia também chama a atenção pelo fato de seu potencial de processamento poder ser atendido com 7,9 megawatts – o japonês K exige pouco mais de 12 megawatts.

Para ilustrar o poder do Sequoia, a IBM criou uma comparação inusitada: a capacidade de processamento da máquina é equivalente ao trabalho conjunto de 6,7 bilhões de pessoas utilizando calculadoras convencionais durante 320 anos ininterruptos. Na prática, os 16,32 petaflops de capacidade indicam que o supercomputador pode realizar mais de 16 quatrilhões de cálculos por segundo!

O “reinado” do Sequoia, entretanto, pode não ser tão duradouro: já se sabe que a Fujitsu, principal nome por trás do K, está desde 2011 trabalhando em um supercomputador de nome PRIMEHPC FX10 que poderá superar a casa dos 23 petaflops.

Referências: Digital Trends, TOP500 Supercomputing Sites.

Notícias relacionadas: Situação complicada: Kodak pede concordata nos Estados Unidos Kodak pode estar prestes a pedir concordata nos Estados Unidos União Europeia e Estados Unidos: Motorola é do Google e ponto final Apple enfrentará processo antitruste nos Estados Unidos Estados Unidos estuda liberar uso de tablets em decolagens e pousos

Pin It on Pinterest