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Crédito: Rob Felt

A produção de imagens por meio do ultrassom é uma tecnologia essencial para a medicina moderna. No entanto, a interferência de outras partes do corpo, como os ossos e os músculos, costuma prejudicar a visibilidade do órgão que está sendo tratado. Isso, é claro, se o ultrassom está sendo emitido de fora do corpo. Logo, a solução que F. Levent Degertekin, professor da Georgia Tech, encontrou para esse problema foi criar um ultrassom que coubesse dentro das artérias do paciente.

Mais especificamente, a pequena câmera é um anel de 1,5 mm de diâmetro que enquadra um pedaço de filme extremamente fino. Esse filme vibra com movimentos de apenas 5 x 10-5 mm, produzindo ondas de som cuja reverberação é captada por um grupo de 100 minúsculos sensores. Esses dados são transmitidos ao vivo para um monitor externo por meio de 13 fios finíssimos. A captura do ultrassom é realizada com uma frequência de 60 Hz, o que deve resultar em um vídeo com movimentos bem fluidos.

Tradicionalmente, cirurgias que envolvem o uso de ultrassom dependem de uma dupla de médicos dedicados a  examinar as imagens que o sensor produz para orientar o cirurgião. A princípio, o propósito da invenção de Degertekin é facilitar esse trabalho de análise com imagens mais limpas e confiáveis.

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Crédito: F. Levent Degertekin

No entanto, como a câmera é extremamente pequena, varias outras aplicações também são possíveis. A Wired notou que ela poderia, por exemplo, ser implantada sob a pele para determinar o momento exato em que uma fratura de osso se recupera. Outra possibilidade seria instalar o sensor na ponta de um bisturi para aumentar a visibilidade dos tecidos que o cirurgião está cortando.

No futuro, Degertekin pretende fazer a transmissão dos dados do sensor por um sistema sem fio. Outro objetivo é tornar a câmera compatível com equipamentos de ressonância magnética.

 

Via Wired.