O mês de junho trouxe anúncios importantes das principais empresas de tecnologia do Vale do Silício. Mas, nesta semana, o Google ficou à frente de Apple e Microsoft.
Sua conferência para desenvolvedores, o Google I/O, foi uma grande demonstração de que a companhia atingiu uma capacidade incrível de inventividade, mais intensa do que a de seus competidores. E provou que o caminho escolhido por Larry Page, há um ano, tem dado resultado. Na época em que assumiu como presidente, Page resolveu concentrar o foco da empresa em seis áreas, seguindo um conselho de Steve Jobs. Assim, poderia criar produtos fantásticos e não apenas aceitáveis.

Criou as vice-presidências de Busca, Android, Chrome, Publicidade, YouTube/Vídeos e Social. E acrescentou uma sétima área, o laboratório secreto e futurista Google X, sob responsabilidade de Sergey Brin. Pelo que se viu nas principais apresentações da conferência para desenvolvedores, a quantidade de produtos desenvolvida e de melhorias aos serviços existentes foi enorme: uma nova versão do Android, venda de séries e revistas na Play Store, o tablet Nexus 7, a central multimídia Nexus Q, um protótipo funcional do Project Glass, um Google+ bem ativo, versões do Chrome e do Drive para iOS e o Google Docs offline, entre muitas outras coisas.

A Apple, na sua conferência, mostrou o novo MacBook com tela Retina, o Mac OS X Mountain Lion e o iOS 6, além de atualizar os processadores da sua linha atual de notebooks. A Microsoft apresentou o Windows Phone 8 e o seu tablet, o Surface. Um pouco antes, no fim de maio, trouxe o Windows 8 Release Preview. Foram anúncios importantes, mas, comparativamente, o Google venceu o round: conseguiu produzir inovação em maior quantidade e trazê-la para os consumidores de forma mais rápida. A apresentação do Project Glass, com o salto de pára-quedas transmitido ao vivo, indicou o enorme potencial do dispositivo. O aparelho pode abrir um novo mercado.

O Google resolveu abandonar a inovação descompromissada que resultou em alguns dos seus principais produtos no passado. É hoje uma companhia diferente, que se esforça para não criar mais serviços beta e instáveis como o Google Wave. Apple e Microsoft terão uma competição cada vez mais dura pela frente.

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