Nem a simplicidade impostas por seus parcos  45 kbytes  impediram Castle Adventure de garantir seu nome na história dos videogames para PC. O RPG de 1984, escrito por Kevin Bales (que na época, dizem, tinha apenas 14 anos) tinha como desafio a fuga de um castelo deserto cheio de tesouros e monstros. Rever o game, além da nostalgia, é um mergulho na história.

Para começo de conversa, vale destacar que o game fez sucesso pelo mundo mesmo sem ser lançado oficialmente por uma produtora. Ele foi espalhado via BBS e de disquete em disquete, afinal o game não tinha nenhum tipo de trava contra cópia, licença ou coisa do gênero.

Feito em Microsoft BASIC para rodar no DOS, Castle Adventure tinha dezenas salas para serem exploradas. Dentro dos labirintos, era preciso interagir com objetos e personagens usando comandos de texto, em inglês, como “open door”, “get sword”, “look desk” e inventory (para ver os itens recolhidos). De resto, bastava usar as setas para movimentar os personagens por salões e corredores (ambos representados por simples caracteres em ASCII). Parece tosco, mas se você parar para pensar, a lógica do moderníssimo e premiado Skyrim não é tão diferente.

Vendo o sucesso viral do jogo, uma empresa chamada Keypunch simplesmente copiou Castle Adventure e passou a vendê-lo num pacote chamado “Swords and Sorcery”. O trambique foi tão descarado que apenas o nome do jogo foi trocado, passando a se chamar “Golden Wombat”.

Para relembrar (ou conhecer) esse clássico, confira esse vídeo com Castle Adventure detonado em cinco minutos. É uma baita viagem pela história dos games e dos RPGs.  Se você quiser se aventurar e jogar, baixe grátis Castle Adventure aqui e corra para o prompt.

SPOILER: O final do jogo traz apenas uma mensagem com pouca linhas. “Você escapou do castelo!”, “Você coletou os seguintes tesouros”, “Você matou os seguintes monstros”, “Sua pontuação é” e “A pontuação perfeita é 1550”.

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