Os Garretts e Altairs do futuro serão forçados a se esgueirar com mais sutileza se depender da Lytro. A câmera que pode controlar a profundidade de campo depois que a foto é tirada ganhará, através de um update de software agendado para o final deste ano, a habilidade de gravar imagens cuja perspectiva pode ser mudada.

Claro, o efeito está muito longe do que acontece nos filmes de ficção científica: em vez de dar uma volta de 90° e espiar atrás de uma parede, a Lytro se limitar a registrar, além do enquadramento original, uma angulação ligeiramente diferente. O resultado é uma foto com paralaxe, como no 3D estereoscópico convencional. Apropriadamente, a câmera também passará a ser compatível com TVs 3D.

Como sempre, a Lytro evitou entrar em detalhes técnicos sobre como o efeito 3D é reproduzido, mas podemos especular com base no que se sabe sobre a câmera. Enquanto a fotografia convencional interpreta um conjunto convergente de fótons na forma de raios de luz, a Lytro dispersa os raios que passam pela lente principal com uma série de lentes minúsculas que foram posicionadas logo antes do sensor. De acordo com a angulação de cada raio, a máquina pode inferir como a foto seria se a distância focal da lente mudasse. Considerando que o efeito estereoscópico é produzido com duas lentes independentes, é de se imaginar que a Lytro combine as informações de dois conjuntos de microlentes para gerar as imagens 3D, o que explicaria porque as fotos em três dimensões perdem a habilidade de alterar a profundidade de campo.

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