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Os celulares Lumia com carregamento sem fio usam o padrão Qi da Wireless Power Consortium

Alguns dos maiores triunfos de qualquer indústria surgem da cooperação entre concorrentes. Quando os vários fabricantes de eletrônicos concordam, abre-se o caminho para padrões que beneficiam o mercado como um todo, como é o caso do USB, do OpenCL, e do HTML. Quando as empresas não concordam, contudo, caímos em uma situação como a dos carregadores sem fio: o consumidor é forçado a pesquisar qual especificação é compatível com seu aparelho. A Broadcom quer simplificar esse problema com o BCM59350.

O novo chip é uma PMU (Power Management Unit) que pode identificar e se adaptar automaticamente a três padrões de carregamento sem fio: Qi, Rezence e PMA. Essas especificações, por sua vez, são desenvolvidas respectivamente pelos três maiores consórcios do segmento: a Wireless Power Consortium (que inclui empresas como Microsoft, Asus e Panasonic), a Alliance for Wireless Power (que conta com a Dell, a HTC e a Intel) e a Power Matters Alliance (que reúne a Sony, a Samsung e até o Starbucks). Na prática, isso quer dizer que o BCM59350 cobre todos os padrões de carregamento que têm relevância no mercado atual.

Outros recursos interessantes dessa PMU são a eficiência energética (mantendo até 88% da energia durante a conversão de corrente), a alta potência (7,5W contra o usual 5W) e flexibilidade de poder ser instalada na placa-mãe de um smartphone ou em uma capa de bateria, por exemplo.

Naturalmente, a Broadcom é uma empresa que simplesmente cria designs de circuitos.  Ou seja, ela precisa entrar em uma parceria com um fabricante de hardware para que o BCM59350 seja implementado em aparelhos reais. Aparentemente, alguns parceiros da empresa já estão testando protótipos, mas ainda é cedo para dizer se a adoção será ampla.

De qualquer maneira, estou torcendo pelo sucesso da Broadcom nesse caso. De outro modo, vamos continuar caindo na piada do XKCD abaixo:

xkdc

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