A Microsoft decidiu brigar com o Google pelo mercado de buscas no Brasil. Duas vagas abertas indicam que o Bing ganhará uma versão mais completa em português.
A Microsoft Brasil está recrutando um analista de estratégia e desenvolvimento de negócios para cuidar do seu buscador. O funcionário vai trabalhar no escritório de São Paulo, e a descrição da vaga é bem clara: “O Bing está iniciando a sua mais ambiciosa expansão geográfica e de produto em três anos de história. (…) A Divisão de Serviços Online está empenhada em fazer do Bing um produto de qualidade em 75 mercados ao redor do mundo, direcionada pelas necessidades dos principais produtos da Microsoft e suas alianças estratégicas – Windows 8, Windows Phone, Xbox, Nokia, Yahoo e outros.”

Quem for recrutado terá de fazer parcerias e alianças para tornar o Bing lucrativo em países como Brasil, Canadá, México e Argentina, fechando acordos em áreas como compras, entretenimento, música, livros, vídeo, redes sociais e notícias, entre outros.

Em lugares como os Estados Unidos, o Bing funciona como um buscador integrado a serviços, enquanto por aqui serve apenas como um localizador de sites. A expansão da Microsoft, pelo que parece, procuraria corrigir isso. Ter um Bing mais completo é vital para que a empresa possa enfrentar o Google por aqui, uma vez que uma experiência mais completa pode estimular as pessoas a usarem mais o serviço.

A outra vaga aberta é para líder em vendas para pequenas e médias empresas, mas sua descrição é mais genérica – o Bing é mencionado apenas no início do texto. Esses anunciantes usam o Google há tempos, uma vez que a publicidade direcionada e de baixo custo se encaixa bem nos resultados de busca. Faria sentido, portanto, uma maior competição envolvendo o Bing.

Para a Microsoft, não será difícil conseguir recrutar esses funcionários. O Google Brasil cresceu muito nos últimos anos e deve haver muita gente disposta a arriscar a sorte em um concorrente. Uma briga maior será ótima para os internautas brasileiros. O Bing tende a se tornar mais relevante, o que também obrigará o Google a investir mais nas buscas em português. A qualidade dos resultados só deve melhorar.

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