Você já foi “Googlenganado”? Para o Bing, da Microsoft, quem usa o serviço Google Shopping não percebe que as informações que estão ali são anúncios disfarçados.

O buscador concorrente lançou, na quarta-feira (28), uma campanha publicitária para denunciar o rival, com o tema “Have you been Scroogled?” (Você já foi Googlenganado?, numa tradução livre). Pior é que o pessoal do Bing tem razão. Nos Estados Unidos, o Google Shopping deixou de ser um serviço que apenas mostra os melhores preços de quaisquer lojas. A companhia de Larry Page e Sergey Brin recentemente decidiu cobrar para que uma empresa tivesse seus produtos cadastrados, coisa que, tempos atrás, seria considerada uma prática imoral pelo próprio Google.

Afinal, onde está a relevância do serviço se tudo o que aparece ali é pago? Quem entra procurando uma boa oferta acaba levando promoções feitas por apenas uma parcela dos comerciantes (a que desembolsou uma boa quantia para estar ali). Pode haver outras lojas, com preços melhores, mas, se elas não derem dinheiro para o Google, o consumidor dificilmente saberá disso. Como o buscador é líder de mercado, aparecer nele é vital.

Mas a Microsoft tem telhado de vidro. Embora o Bing diga que traz apenas resultados relevantes, sem anúncios, isso também não é verdade. Antes era possível incluir uma empresa gratuitamente, mas o buscador agora exige pagamento para lojas não-cadastradas aparecerem, como revelou Danny Sullivan, do Search Engine Land. Ou seja, pesquisar loja virtual por loja virtual ainda é a melhor saída. Ou melhor, a mais confiável.

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