A Apple enfrentará um processo antitruste nos Estados Unidos. Não se trata de nada tão grande quanto às investigações que Microsoft e Google já tiveram, mas não deixa de ser importante: na visão do Departamento de Justiça norte-americano, a empresa fundada por Steve Jobs teria combinado políticas de preços com editoras para controlar os valores cobrados por e-books.

Segundo a ação, as editoras envolvidas são: Simon & Schuster, HarperCollins, Hachette, Macmillian e Penguin. Estas empresas teriam supostamente aumentado os preços de seus livros digitais em combinação com a Apple, ficando esta última com 30% do valor de cada cópia vendida.

O acordo teria começado a valer em 2010, antes do lançamento da linha iPad. Na época, a Amazon estava vendendo e-books populares e recém-lançados com preço de 9,99 dólares, mas a “conspiração” teria aumentado os valores das obras ao ponto de prejudicar a estratégia da loja.

A Amazon pode ter sido a principal prejudicada com o suposto acordo

A Amazon pode ter sido a principal prejudicada com o suposto esquema

A intenção, aparentemente, era a de fazer com que a Apple pudesse vender livros digitais sem ter que enfrentar grande concorrência e, como consequência, ter uma arma a mais na promoção de seu tablet. Com isso, muitos consumidores podem ter pagado a mais por muitas obras.

Até que ponto esta história toda é verdadeira ainda não se sabe, o fato é que as editoras Simon & Schuster, HarperCollins e Hachette já se mostraram dispostas a fechar um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para finalizar as investigações.

Referência: The Wall Street Journal.

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