we10-patchwilliansnovo

Campeonatinho de FIFA? Nem pensar! Há não muitos anos atrás, quem ditava as regras entre os games de futebol da antiga geração de consoles era o Winning Eleven, nome da versão japonesa de Pro Evolution Soccer.

Com gráficos poderosos (para a época, é claro), o game desenvolvido pela Konami era conhecido por retratar com fidelidade às jogadas de futebol, mas sem esquecer da diversão das partidas.

E Winning Eleven contava com outro ponto positivo: a possibilidade de jogar com clubes brasileiros. Não que as equipes estivessem devidamente licenciadas, como nas novas versões de Pro Evolution Soccer, longe disso. Os times nacionais eram incluídos graças aos patches desenvolvidos no país e vendidos em lojinhas alternativas a preços populares. Como estratégia de vendas, as capinhas eram impressas em uma folha sulfite A4 e estampavam mulheres seminuas ao lado de um craque do futebol.

Entre as modificações mais famosas estava o Bomba Patch. Além das principais equipes brasileiras, algumas versões contavam com edições “comemorativas”, com clubes do Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Copa Libertadores da América. Para deixar a coisa mais real, os jogos contavam com os gritos das torcidas organizadas e eram narrados por grandes nomes do jornalismo (o Bomba Patch com o Galvão Bueno era, de longe, o mais disputado).

Nada mais bacana do que passar horas jogando uma Master League com seu time de coração, contratando as grandes estrelas do futebol e montando um ataque dos sonhos capaz de destroçar os rivais.

Apesar de não ser algo muito lícito para a indústria de videogame, tudo que tenho a dizer é: muito obrigado, Bomba Patch!

Pin It on Pinterest