Não faz tanto tempo assim, na feira de eletrônicos CES, em 2006, a Toshiba, NEC e Sanyo apresentaram a invenção do DVD em alta definição batizado de HD DVD. O dispositivo, do mesmo tamanho de um DVD comum, era capaz de armazenar então incríveis 25 GB de dados, tamanho suficiente para armazenar filmes de até 3 horas de duração em resolução Full HD.

Foi uma grande inovação que deixou como resultado um prejuízo bilionário para as companhias inventoras. Para ganhar a disputa com o outro padrão de alta definição que surgiria logo depois, o Blu-ray, as empresas do consórcio HD-DVD gastaram uma fábula para que estúdios de cinema e agentes da indústria, como Microsoft, HP e Intel os apoiassem.

Durante algum tempo era possível, por exemplo, comprar um drive de HD-DVD que poderia ser plugado a um Xbox. Tenho um amigo que gastou 400 dólares nesse “acessório”, que se revelaria totalmente micado.

Já no final de 2007 ficou claro que a indústria preferiria o Blu-ray, padrão vencedor que, por sua vez, não deve ter vida longa. Em primeiro lugar porque com a expansão da banda larga, os consumidores estão baixando vídeos pela web ao invés de usarem leitores de DVD. A Apple, por exemplo, nunca inseriu um drive Blu-ray em seus computadores por isso.

O segundo motivo é que a indústria caminha para um novo padrão, o 4K, que oferece resolução bem maior que os 1080p do Full HD.

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